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ALQUIMIA – Parte 6

ALGUMAS DAS PRINCIPAIS OBRAS DE ALQUIMIA

  • O Arcano Hermético (de Jean d’Espagnet)

  • Anfiteatro da Sabedoria Eterna (de Heinrich Khunrath)

  • Atalanta Fugiens (de Michael Maier)

  • Aurora Consurgens (de São Tomás de Aquino)

  • A Aurora dos Filósofos (de Paracelso)

  • Coelum Philosophorum (de Paracelso)

  • A Carruagem Triunfal do Antimônio (de Basílio Valentim)

  • Doze Chaves de Basilio Valentim (de Basílio Valentim)

  • As Seis Chaves (de Eudoxus)

  • A fabricação de Ouro (de Francis Bacon)

  • O Parentesco dos Três (de Wei Boyang)

  • Museu Hermético

  • Rosarium Philosophorum

  • Tabula Esmeragdina (de Hermes Trismegistus)

  • O Tratado Dourado (de Hermes Trismegistus)

  • Corpus Hermeticum (de Hermes Trismegistus)

  • Teorias e símbolos dos Alquimistas (de Albert Poisson)

  • Mutus Liber (editado por Eugene Canseliet)

  • As Moradas dos Filósofos (de Fulcanelli)

  • Teorias e símbolos dos Alquimistas (de Albert Poisson)

  • O Livro das Figuras Hieroglíficas (de Nicolas Flamel)

A ALQUIMIA COMO TÉCNICA DE AUTO-TRANSFORMAÇÃO PSICOLÓGICAA Alquimia é, antes de tudo, um sistema de autotransformação. O caminho é ao mesmo tempo espiritual e material. Muito do trabalho alquímico relacionado com os metais era apenas uma metáfora para um trabalho espiritual. Torna-se mais clara a razão para ocultar toda e qualquer conotação espiritual deste trabalho, na forma de manipulação de “metais”, se nos lembrarmos que na Idade Média qualquer um poderia ser acusado de heresia e satanismo, acabando por ser perseguido pela Inquisição.

Para o alquimista, o universo todo tendia a um estado de perfeição. Como, tradicionalmente, o ouro era considerado o metal mais nobre, ele representava esta perfeição. Assim, a transmutação dos metais inferiores em ouro representa o desejo do alquimista de auxiliar a natureza em sua obra, levando-a a um estado de maior perfeição. Portanto, a alquimia é uma arte filosófica, que busca ver o universo de uma outra forma, encontrando nele seu aspecto espiritual e superior. Assim, a transformação dos metais em ouro pode ser interpretada como uma transformação de si próprio, de um estado inferior para um estado espiritual superior. Outros consideram que as operações alquímicas e a transmutação do operador ocorrem em paralelo; existem, ainda, outras opiniões.

A Psicologia moderna também incorporou muito da simbologia da alquimia. Carl Jung reexaminou a simbologia alquímica procurando mostrar o significado oculto destes símbolos e sua importância como um caminho espiritual. Os símbolos alquímicos sendo semelhantes aos símbolos de nossos sonhos, fantasias, dos mitos, das artes. Expressando portanto as profundidades da alma humana, onde somos todos semelhantes.

A cor dourada e o ouro geralmente estão associados ao Self e à totalidade. Na interpretação de Jung, a obra alquímica é análoga ao processo de individuação, e a pedra filosofal é um símbolo do Self. Pondo em jogo sua intuição e sua teoria dos arquétipos, Jung encontrou uma correspondência entre as clássicas operações da Alquimia e as etapas já assinaladas que é necessário percorrer no caminho da Individuação. Tais operações alquímicas adquiriram, assim, uma significação simbólica. Todo o processo aparece como resultado de uma projeção arquetípica. A metáfora alquímica é um tema muito vasto e complexo par abordarmos aqui.

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Baphomet – Uma das mais controversas figuras da Alquimia/Cabala. Criada com o proposital intuito de afastar os leigos, os despreparados, os imaturos e as pessoas de “mente fraca”, que tomariam tal figura como sendo a de adoração do demônio. Repleta de simbolismo, a figura retrata o processo de auto-transformação, mascarando com figuras do imaginário religioso. A palavra “Baphomet” em hebraico é como segue: Beth-Pe-Vav-Mem-Taf. Aplicando-se a cifra Atbash (método de codificação usado pelos Cabalistas judeus), obtém-se Shin-Vav-Pe-Yod-Aleph, que soletra-se Sophia, palavra grega para “sabedoria”.Quanto a esta figura, lembramos de que certo monge budista perguntou a um missionário cristão: “por que vocês veneram um instrumento de tortura [a cruz]?”

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