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ALQUIMIA – Parte 5

ALQUIMISTAS FAMOSOS

Antrodo Phileas – Nasceu em 1600 na Itália, tendo se aproximado da cabala e alquimia por influência de Uriel Acosta. Interessado em dispositivos mecânicos, tentou desenvolver uma máquina de moto perpétuo. Dedicou muitos anos à pesquisa da transmutação dos metais e à busca da pedra filosofal. Ao final da vida, escreveu o livro “Relatos de Aquim”, do qual não se conhecem mais do que alguns fragmentos obscuros.


Albert Poisson (1868-1893) é um francês considerado um dos alquimistas mais famosos, também foi um filósofo e mestre das ciências. Sendo conhecido mundialmente pelas suas obras de alquimia. Aos 22 anos, em 1891, publicou sua principal obra alquímica Teorias e símbolos dos Alquimistas.

Alberto, O Grande (Santo Alberto Magno ou Albertus Magnus) – Bispo de Regensburg, foi um Frade Dominicano que se tornou famoso por seu vasto conhecimento e por sua defesa da coexistência pacífica da ciência e da religião. Ele é considerado o maior filósofo e teólogo alemão da Idade Média, e foi o primeiro intelectual medieval a aplicar a filosofia de Aristóteles no pensamento cristão. Alberto dominava bem a filosofia e a teologia (matérias em que teve Tomás de Aquino como discípulo) e mostrou também grande interesse em ciências naturais a ponto de dispensar, com a autorização do Papa, o episcopado, para continuar a prosseguir os seus estudos e a sua investigação com tranqüilidade. A suas obras escritas encheram 22 grossos volumes e exemplificou como viver com equilíbrio e graça a fé que não contradiz a razão.

Basilio Valentim – Foi um alquimista do século XV. Ele foi cônego do priorado beneditino de São Pedro em Erfurt, Alemanha. Não se tem certeza se este era mesmo o seu verdadeiro nome; durante o século XVIII foi levantado a hipótese de tratar-se de Johann Thölde. Até mesmo o ano de seu nascimento não é dado como certo. Ele demonstrou que o amoníaco podia ser obtido pela ação dos álcalis no cloreto de amônia, e como o ácido clorídrico poderia ser produzido da salmoura ácida. Foi ele quem primeiro descreveu um método de obtenção de antimônio (em 1492). Suas obras mais conhecidas são Doze Chaves de Basilio Valentim e A Carruagem Triunfal do Antimônio.

Conde de St. Germain – Foi uma das figuras mais misteriosas do século XVIII. Tido como místico, alquimista, ourives, lapidador de diamantes, cortesão, cientista, músico e compositor. Segundo relatos antigos, era imortal e possuía o elixir da juventude e a pedra filosofal. Consta que ele faleceu em 1784, deixando muito pouca coisa para trás. Contudo, existem rumores de que St. Germain teria sido visto em 1835, em Paris, e em 1867, em Milão e no Egito, durante a campanha de Napoleão. Napoleão II mantinha um dossiê sobre ele. Annie Besant, uma teosofista, disse ter conhecido o conde em 1896. Outro teosofista, C. W. Leadbeater, disse tê-lo encontrado em Roma, em 1926. Vários relatos afirmam ter o Conde uma imagem imutável, pois sempre aparentava ter por volta de 45 anos. Madame d’Adhemar, biógrafa e dama da corte de Maria Antonieta, conheceu St. Germain, em Paris, perto de 1760 e relata, em suas memórias, datadas de 12 de maio de 1821, que havia reencontrado o Conde de St. Germain na vigília da morte do Duque de Berri, em 1815, ou seja, 55 anos após, e que incrivelmente, ele aparentava os 45 anos de sempre, não havia envelhecido. Segundo as memórias de Giacomo Casanova, o músico Rameau e Madame de Gergy juraram ter conhecido o Conde de St. Germain em Veneza, em 1710, usando o nome de Marquês de Montferrat, e tê-lo reencontrado com a imutável aparência, em 1775.

Homem de personalidade hipnótica, freqüentava a corte ocasionalmente e se tornava o centro das atenções em qualquer reunião mas, estranhamente, nunca ninguém o viu comer ou beber o que quer que seja publicamente. Dizem que certa vez, o Conde de St. Germain assombrou a corte do rei Luís XV, quando o rei reclamou para si possuir um diamante de tamanho médio que, por ter um pequeno defeito, valia apenas seis mil libras e que, se tal falha não existisse, valeria pelo menos o dobro. St. Germain solicitou a pedra e, após um mês, devolveu-a ao joalheiro real, com o mesmo peso, sem que apresentasse a mínima anomalia. A origem de sua renda também é um enigma, pois era um homem rico, detentor de várias pedras preciosas, incluindo diamantes, que gostava de presentear, uma opala, de tamanho monstruoso, e uma safira branca, tão grande quanto um ovo, e de fartura em ouro, sem que se soubesse de onde procediam. Os diamantes que decoravam seus sapatos valiam a soma considerável de duzentos mil francos. “Um homem que sabe tudo e que nunca morre” disse Voltaire a respeito do Conde de St. Germain. Rumores afirmam que o Conde Cagliostro era seu discípulo. O Conde também tinha o hábito de aparecer subitamente em uma roda social e depois sumir por vários anos, sem deixar traços. A última menção ao Conde, feita por antigos cortesãos da corte de Luís XVI, foi em 1822, ocasião em que ele seguiu viagem para a Índia.

Após a data de sua morte (de precisão incerta), várias organizações místicas o adotaram como figura modelo.

Nicolas Flamel – (1330 – 1418), foi um dos maiores alquimistas da história. Casado com Dame Perrenele Flamel. Segunda a lenda teria fabricado a Pedra Filosofal, o Elixir da Longa Vida e realizado a Transmutação de metais em ouro por meio de um livro misterioso. Segundo a lenda, em torno de 1370, Nicolas Flamel encontrou um antigo livro que continha textos intercalados com desenhos enigmáticos, a história de sua vida poderia ser resumida na guarda deste livro, mesmo após muito estudá-lo, Flamel não conseguiria entender do que se tratava. Segundo a lenda, ele teria encontrado um sábio judeu em uma estrada em Santiago na Espanha, que fez a tradução do livro, que se tratava de Cabala e Alquimia, possuindo a fórmula para a Pedra Filosofal. Flamel, a partir de 1380, começa a se dedicar a alquimia prática. Segundo conta-se, consegue produzir prata em torno de 1382 e depois finalmente a transmutação em ouro. Cerca de dez anos mais tarde do início dos experimentos, começa a realizar um grande número de obras de caridade como a construção de hospitais, igrejas, abrigos e cemitérios e os decora com pinturas e esculturas contendo símbolos alquímicos.

Segundo parece tanto Flamel como sua esposa gozavam de uma saúde invejável e não aparentavam a idade que tinham, segundo alguns devido aos conhecimentos alquímicos dele. Flamel faleceu em 1418, com mais de 80 anos, e sua casa foi saqueada por caçadores de tesouros e gente ávida por encontrar a Pedra Filosofal ou receitas concretas para sua preparação. A lenda conta que, na realidade, ambos, Flamel e Perrenelle, não morreram, e que em suas tumbas foram encontradas apenas suas roupas em lugar de seus corpos, eles teriam vivido graças ao Elixir, ao qual, Flamel também teria fabricado. Deixou um testamento escrito a seu sobrinho, em que revelava os segredos que descobrira sobre a Alquimia. O “Testamento de Nicholas Flamel” foi compilado na França no final dos anos 1750. O documento original foi escrito de próprio punho por Nicholas Flamel em um alfabeto codificado e criptografado que consistia em 96 letras. Um escrivão Parisiense chamado Father Pernetti o copiou e um Senhor de Saint Marc pôde finalmente quebrar o código em 1758.

Escreveu “O Livro das Figuras Hieroglíficas” em 1399, “O Sumário Filosófico” em 1409 e “Saltério Químico” em 1414.

Francis Bacon – Barão de Verulam (ou Verulamo ou ainda Verulâmio), visconde de Saint Alban. É considerado como o fundador da ciência moderna. Em suas investigações, ocupou-se especialmente da metodologia científica e do empirismo, sendo muitas vezes chamado de “fundador da ciência moderna”. Francis Bacon foi um dos mais conhecidos e influentes rosacruzes e também um alquimista, tendo ocupado o posto mais elevado da Ordem Rosacruz, o de Imperator. Sua principal obra filosófica é o Novum Organum. Estudiosos apontam como sendo o real autor dos famosos manifestos rosacruzes, Fama Fraternitatis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz (1616).

Fulcanelli – (1839 – 1953) é o pseudônimo de um alquimista francês contemporâneo, autor de O Mistério das Catedrais (em 1926) e de As Mansões Filosofais (em 1930), duas famosas obras de Alquimia. Desconhece-se a sua verdadeira identidade, que continua ainda hoje envolta em mistério, há quem o identifique com Jean-Julien Champagne. Foi além de alquimista, um engenheiro politécnico de Pontes e Calçadas que durante a guerra Franco-Prussiana (1870-1871) defendeu Paris. Fulcanelli foi o mestre de outro alquimista famoso, Eugene Canseliet desde 1915. Desapareceu pouco antes da publicação do seu primeiro livro e só voltou a aparecer ao seu discípulo em 1953, na cidade espanhola de Sevilha. Entre 1922 e 1923, após supostamente receber um “Dom de Deus”, teria produzido a Pedra Filosofal e operado uma transmutação de cem gramas de chumbo em ouro no laboratório da fábrica de gás de Sarcelles.

John Dee – Um dos homens mais instruídos de seu tempo, já lecionava na Universidade de Paris antes de completar trinta anos. Era um divulgador entusiasmado da matemática, um astrônomo respeitado e um perito em navegação, treinando muitos daqueles que conduziriam as viagens exploratórias da Inglaterra. Ao mesmo tempo, estava profundamente imerso na filosofia hermética e na chamada magia angélica e devotou a última terça parte de sua vida quase que exclusivamente a este tipo de estudo.

Lavoisier – Considerado o criador da Química moderna. Foi o primeiro cientista a enunciar o princípio da conservação da matéria. Além disso identificou e batizou o oxigênio, refutou a teoria flogística e participou na reforma da nomenclatura química. Célebre pela sua frase “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”

Michael Sendivogius – Ele foi um dos poucos alquimistas que supostamente conhecia o segredo da Pedra Filosofal. E foi feito prisioneiro diversas vezes por príncipes alemães, que o torturaram a fim de que contasse sobre seus segredos. Um pioneiro da Química, ele desenvolveu formas de purificação e criação de vários ácidos, metais e outros compostos químicos. Descobriu que o ar não é uma substância única e contém uma substância revigoradora – mais tarde chamada de oxigênio – 170 anos antes de Scheele e Priestley. Ele corretamente identificou esse ‘alimento da vida’ com o gás (também oxigênio) desprendido por aquecimento do nitrato de potássio (salitre). Esta substância, o ‘nitrato central’, tinha uma importância central no esquema do universo de Sendivogius.

Roger Bacon – (1214 — 1294), também conhecido como Doctor Mirabilis (Doutor Admirável em latim), foi um dos mais famosos frades de seu tempo. Ele foi um filósofo inglês que deu bastante ênfase ao empirismo e ao uso da matemática no estudo da natureza. Contribuiu em áreas importantes como a Mecânica, Filosofia, Geografia e principalmente Óptica. Ele descreve o método científico como um ciclo repetido de observação, hipótese, experimentação e necessidade de verificação independente. Ele registrava a forma em que conduzia seus experimentos em detalhes precisos a fim de que outros pudessem reproduzir seus experimentos e testar os resultados – essa possibilidade de verificação independente é parte fundamental do método científico contemporâneo. Roger Bacon também se destacou pelo seu trabalho de Alquimia, prática que, embora condenada pela Igreja medieval, ele exercia em segredo. pós seu trabalho ser descoberto pela Igreja, foi perseguido e preso por dez anos. Morreu pouco após sua liberdade ser concedida pela Inquisição, com oitenta anos de idade.

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  1. Rangel Felipe
    08/12/2009 às 10:24 pm

    Ouvi falar também sobre a tal Máquina do Tempo que Nicolas Flamel construiu que era à base de água líquida (somente), logo após ter conseguido a fórmula da Pedra Filosofal

    Ouvi falar também que ela foi confiscada por um governo tão oportunista da época, pois ela tinha como base somente água, e com medo que suas empresas petrolíferas falíssem…

    Queria saber se isso é verdade!

    • helder
      09/12/2009 às 2:13 pm

      Boa tarde .
      Caro Rangel , vou pesquisar a respeito e volto a te responder.

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