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ALQUIMIA – Parte 3

SIMBOLISMODe um modo geral, o processo alquímico é descrito de forma velada usando-se uma complicada simbologia que inclui símbolos astrológicos, animais e figuras enigmáticas. Os termos alquímicos, desde os mais simples até aos mais complicados, não podiam ser catalogados em um dicionário, pois eram usados com sentidos diferentes, até por uma mesma pessoa..

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O sal é normalmente representado por um leão verde.


Agravada pelo uso de nomes em latim. Podemos citar alguns desses processos alquímicos: mortificatio (morte), sublimatio (passar do sólido para o gasoso – sublimação), coagulatio (coagulação), calcinatio (queima), solutio (dissolver com água), putrefatio (decomposição da carne), separatio (separação), coniunctio (união), tinctur (tintura ou união) e daí por diante. A própria palavra “hermético” sugere a dificuldade dos textos dos autores alquímicos. Esta tem por causas:

  • Os autores se referirem às substâncias e processos por nomes próprios à Alquimia,

  • Haver vários processos (vias) de operação que não são explicitados,

  • A maioria das substâncias serem referidas com perífrases elaboradas,

  • A existência de muitas referências mitológicas e cultas,

  • O uso de palavras que, lidas em voz alta, produzem uma outra,

  • O não apresentar partes de processos, referindo o leitor a outro autor,

  • O não apresentar as operações por ordem,

  • O enganar propositadamente o leitor.

Em alguns casos a exposição é feita apenas, ou predominantemente, por gravuras alegóricas. As finalidades deste obscurecimento eram proteger-se de perseguições e não deixar os processos cair na via pública.

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As matérias-primas do processo alquímico são, entre outros, o orvalho, o sal, o mercúrio e o enxofre. Mas esses nomes podem ser simbólicos ou codificados. O orvalho é utilizado para umedecer ou banhar a matéria-prima. O sal é o dissolvente universal. O sal, também conhecido por arsênico, é o meio de ligação entre o mercúrio e o enxofre, muitas vezes associado à energia vital, que une corpo e alma. Os outros dois elementos, mercúrio e enxofre são as principais matérias-primas da alquimia. O enxofre é o princípio fixo, ativo, masculino, que representa as propriedades de combustão e corrosão dos metais. O mercúrio é o princípio volátil, passivo, feminino, inerte. Ambos, combinados, formam o que os alquimistas descrevem como o “coito do Rei e da Rainha”.

Também é muito freqüente o uso de símbolos da astrologia na linguagem alquímica. Associam-se os planetas da astrologia com os elementos da seguinte forma:

  • O Sol com o ouro

  • A Lua com a prata

  • Mercúrio com mercúrio

  • Vênus com o cobre

  • Marte com o ferro

  • Júpiter com o estanho

  • Saturno com chumbo

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O macho filosófico (o enxofre), mistura-se com a fêmea (o mercúrio), formam um só corpo, dito hermafrodita ou andrógino, a cabeça de corvo.

A linguagem dos textos alquímicos com freqüência faz uso de imagens sexuais. E não é muito incomum que a ligação de elementos seja comparada a um “coito”. Normalmente este casamento é associado à morte, e é representado, com freqüência, ocorrendo dentro de um sarcófago. Enquanto a união de ambos os elementos é representada por um “casamento” ou “coito”, o combate entre o enxofre e mercúrio, entre o fixo e o volátil, entre o masculino e o feminino é comumente representado pela luta entre o dragão alado e o dragão áptero.

Apesar de todas as diferenças encontradas nas instruções dos alquimistas, pode-se notar, contudo, uma concordância na maioria no que se refere aos pontos principais, isto é, os quatro estágios do processo alquímico, marcados pelas cores originárias já presentes em Heráclito: melanosis (enegrecimento), leukosis (embranquecimento), xanthosis (amarelecimento) e iosis (enrubescismento) ou respectivamente nigredo, albedo, (…), rubedo.

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O corvo simboliza a fase de putrefação do processo alquímico, que assume uma cor negra. Enquanto que um tonel de vinho representa a fermentação, fase muito freqüentemente citada pelos alquimistas no processo alquímico.

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