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ALQUIMIA – Parte 2

HISTÓRIA – Podemos dividir a história da Alquimia em dois movimentos independentes: a Alquimia Chinesa e a Alquimia Ocidental, esta última desenvolvendo-se ao longo do tempo no Egito (em especial Alexandria), Mesopotâmia, Grécia, Roma, Índia, Mundo Islâmico e Europa.

Na cidade de Alexandria, no Egito, a alquimia recebeu influência das filosofias gregas de Aristóteles e do neoplatonismo. Foi graças às campanhas de Alexandre, o Grande que a Alquimia se disseminou em todo o oriente. E foram os muçulmanos que a levaram novamente para a Europa, em razão da conquista Islâmica da Península Ibérica, ao redor do ano de 950. Além de na Alquimia medieval estarem vários traços da cultura muçulmana, está também presente traços da cabala judaica, com a qual a Alquimia possui forte relação.


Todavia, os primeiros registros escritos datam do tempo de Cristo, mas apontam que já eram velhos os sistemas usados. Um dos primeiros é atribuído a Maria, a Judia, deve datar entre 1 e 300 d.C. Esta sábia alquimista teria sido a responsável pela criação do processo conhecido como “banho Maria”.

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Maria a Judia foi uma filósofa e alquimista grega que viveu no Egito.

São fáceis de achar textos judeus, egípcios e árabes sobre a alquimia. Estudiosos europeus logo traduziram e tentaram a Transmutação.

Os filósofos do oriente médio, entre o VI0 e VII0 século afirmavam que alguns deles conheciam o segredo da fabricação da Pedra Filosofal. O processo era perigoso. Podia haver envenenamento por gás monóxido de carbono, pois trabalhavam em ambientes fechados, ou envenenamento por metais, como o mercúrio. Tais insucessos eram atribuídos aos espíritos malignos, que tentavam desviar o buscador de seu caminho.

Em muitos países a alquimia era uma arte proibida, pois poderia desestabilizar não só o país, mas o mundo, com uma quantidade muito grande de ouro e outros metais nobres. Existia uma exceção: o alquimista real.

O que se sabe é que esteve em evidência nos séculos XVI – XVII, quando atingiu o seu desenvolvimento completo, graças, em grande parte ao trabalho de Paracelso (1493-1541) e seus alunos. O auge da alquimia ocidental durou c. de 300 anos.

O século XVIII marca o desaparecimento da Alquimia já que o seu “método de explicação: “obscurum per obscurius, ignotum per ignotius” ( = obscuro pelo mais obscuro e o desconhecido pelo mais desconhecido), era incompatível com o espírito do iluminismo e particularmente com o alvorecer da ciência química, no final do século. Após a Renascença a Alquimia passou a ser chamar Química.

A ALQUIMIA CHINESA – Está associada ao Taoísmo e parece ter evoluído quase ao mesmo tempo que em Alexandria ou na Grécia. Há um mito que diz que a alquimia chinesa já era usada em 4.500 a.C., tendo dado origem ao Taoísmo. Entretanto os textos alquímicos começaram a surgir somente na dinastia Tang, em torno de 600 a.C.

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O seu principal objetivo era fabricar o Elixir da Longa Vida (também chamado por eles de Elixir do Retorno, Pílula da Imortalidade), que segundo eles, estava relacionado com fabricação do ouro, não havendo a Pedra Filosofal e o Homunculus, que tratam-se de conceitos puramente ocidentais. As escritas dos antigos chineses citam a “Ilha dos Bem Aventurados“, a morada dos imortais. Também havia uma corrente de pensamento que dizia que o elixir era capaz, além de ceder a vida eterna, fazer o alquimista ir ao paraíso e viver com os imortais. Note-se que na China o ouro não possuía o mesmo valor que no Ocidente, não se trata de buscar o ouro alquímico com o objetivo de enriquecer, mas sim de se aperfeiçoar. É deste modo que o ouro fabricado possui muito mais importância por concentrar nele a sabedoria de sua produção, enquanto o ouro natural é considerado apenas matéria bruta, embora a mais perfeita da natureza. Na filosofia védica da Índia ao redor do ano 1.000 a.C. também havia uma relação entre o ouro e a imortalidade, essa idéia talvez tenha sido passada da Índia para a China ou vice-versa. Esta idéia provavelmente foi adquirida dos gregos, quando Alexandre, o Grande invadiu a Índia no ano de 325 a.C. e teria procurado a fonte da juventude.

Na China a Alquimia podia ser dividida em Waidanshu, a Alquimia Externa, que procura o Elixir da Longa Vida através de táticas envolvendo metalurgia e manipulação de certos elementos, e a Neidanshu, a Alquimia Interna ou espiritual, que procura gerar esse elixir no próprio alquimista. A medicina tradicional chinesa herdou da Waidanshu as bases da farmacologia tradicional e da Neidanshu as partes relativas ao chi (pronuncia-se qi = energia). Muitos dos termos usados hoje na medicina chinesa provém da sua forma de Alquimia.

A Alquimia Chinesa não está diretamente ligada à metalurgia, talvez por carecer de minérios ou pelo devagar desenvolvimento dessas técnicas na China. Esta prática possui características próprias e outras semelhantes à do ocidente.

Muito daquilo que sabemos sobre a Alquimia Chinesa encontra-se no Segredo da Flor de Ouro.

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Comentário ao texto taoísta do mesmo nome. Compara a filosofia taoísta com os conceitos da psicologia analítica da anima e animus, movimento circular, mandala e a desintegração da consciência.

O livro alquímico chinês mais famoso é o Tan chin yao chüeh (“Grandes Segredos da Alquimia”), provavelmente escrito por Sun Ssu-miao (viveu em torno de 581-673 d.C.)

A pólvora foi primeiramente descoberta por acidente por alquimistas chineses no século IX que procuravam pelo elixir da longa vida.

A partir do século X a Alquimia na China abdicou da preparação de ouro e centrou-se mais na espiritualidade. Em vez de fazerem experiências alquímicas com metais, a maioria dos alquimistas as faziam diretamente com seu corpo e espírito. Essa volta a uma ciência espiritual teve seu ápice no século XIII com as práticas da escola Zen e o Taoísmo Budista.

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  1. Edson
    02/10/2010 às 1:50 am

    legal…

  2. 27/10/2010 às 6:03 pm

    bem `e mesmo legal

  3. diego
    14/03/2011 às 9:16 pm

    massa vou usar no meu trabalho de química

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