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ALQUIMIA – Parte 1 – Outro Assunto Muito Interessante !

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A alquimia surgiu provavelmente no Egito, como sugere a raiz grega do nome (khemia = transmutação, fusão, mistura) e corresponde ao nome copta do Egito (Khem = terra negra), segundo Plutarco. Alguns opinam que a palavra está relacionado com o vocábulo grego “chyma”, que se relaciona com a fundição de metais. Os árabes (que invadiram o Egito em 640), incorporaram esse vocábulo na forma Al-Kimiya (transformação através de Alá).

Associada ao culto do deus Thoth, que se tornou Hermes na Grécia Antiga e Mercúrio, em Roma, mas a lenda cristã a atribui aos anjos, que ensinaram os segredos da natureza a alguns homens ao apaixonarem-se pelas mulheres terrenas.

A Alquimia possuí três objetivos, o primeiro é transmutar metais inferiores em ouro, o segundo fabricar o Elixir da Longa Vida e o terceiro é a criação de vida humana artificial a partir de materiais inanimados (homúnculos). Não se pode duvidar da influência que a tradição judaica teve neste aspecto, pois na Cabalá existe a possibilidade de dar vida a um ser artificial, o Golem.

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O Golem, filme alemão, 1920.

O conceito do homúnculo (do latim, homunculus, pequeno homem) parece ter sido usado pela primeira vez pelo alquimista Paracelsus para designar uma criatura que tinha cerca de 12 polegadas de altura e que, segundo ele, poderia ser criada por meio de sêmen humano posto em uma retorta hermeticamente fechada e aquecida em esterco de cavalo durante 40 dias. Então, segundo ele, se formaria o embrião. Outro Alquimista famoso que tentou criar homúnculus foi Johanned Konrad Dippel, que utilizava técnicas bizarras como fecundar ovos de galinha com sêmen humano e tapar o orifício com sangue de menstruação. No entanto, também é possível que o homúnculo seja quer uma alegoria, quer uma interpretação demasiado literal das imagens alegóricas alquímicas respeitantes à criação, Essas imagens comportam, muitas vezes, a representação de um ser emblemático, humano, animal ou quimérico, numa retorta.

O trabalho relacionado com a Pedra Filosofal era chamado por eles de “A Grande Obra”, pois segundo a lenda, era um objeto que poderia aproximar o homem de Deus. A Pedra Filosofal (ou Mercúrio dos Filósofos, como também era chamada) era o principal objetivo dos alquimistas ocidentais, poderia não só efetuar a transmutação, mas também elaborar o Elixir da Longa Vida, uma panacéia universal, que prolongaria a vida indefinidamente. Isto demonstra as preocupações dos alquimistas com a saúde e a medicina. Vários alquimistas são considerados precursores da moderna medicina, e entre eles destaca-se Paracelso. Mas a lenda sobre a Pedra Filosofal não fazia parte da Alquimia Chinesa.

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Segundo a descrição de centenas de manuscritos antigos e livros modernos, a Pedra Filosofal não é uma substância sólida, mas uma substância composta, que podia ser quase líquida ou gel. A descrição mais comum é um pó pesado e vermelho, às vezes uma pedra vermelha. Mas também podia ser um material ceroso amarelo, algo como o âmbar. uma substância mística que amplifica os poderes de um alquimista

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Paracelso é o pseudônimo de Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, (1493 – 1541). Seu pseudônimo significa “superior a Celso (médico romano)”.

A busca pela Pedra Filosofal é, em certo sentido, semelhante à busca pelo Santo Graal das lendas arturianas.

Segundo os alquimistas europeus, o Elixir da Longa Vida poderia ser sintetizado por meio da Pedra Filosofal. Também segundo eles, o elixir poderia prolongar a vida somente até que um acidente os matasse, ou seja, não é um elixir da imortalidade.

Na concepção alquímica, o Universo originou-se de uma substância única, indiferenciada (matéria prima ou quintessência) [o que ela tem de comum com a moderna cosmologia, que se sustenta na Física Quântica e sua Teoria das Membranas], a qual polarizou-se em princípios ativo e passivo, derivando daí o mundo manifesto. Este azoth alquímico corresponde ao conceito ocultista da luz astral (o mesmo veículo ao qual se referem os médiuns que lidam com cura espiritual ou materializações) [que também encontra suporte no desconhecimento de 95% da matéria que compõe o Universo que nos cerca, sendo essa matéria desconhecida chamada de Matéria Escura].

A Alquimia nasceu como uma ciência natural que buscava a compreensão da própria natureza a partir de uma especulação filosófica, como se pode ver já na filosofia pré-socrática no século VI a C. É dela que nasce o conceito de prima matéria a partir da crença de que o mundo tinha origem em uma única substância que era subdividida nos quatro elementos terra, ar, fogo e água, os quais, segundo diferentes recomposições faziam surgir todos os objetos físicos existentes no universo.

A Arte imita a Natureza, diz um lema alquímico. O trabalho dos alquimistas em seu laboratório era acelerar, ou fazer dentro de condições controladas  (laboratoriais), aquilo que a natureza demoraria anos para fazer. Os alquimistas trabalhavam em seus fornos, com vasos semelhantes a úteros, lidando com o fogo, com o calor adequado a cada operação. Eles registravam passo-a-passo os procedimentos, mas os ingredientes são desconhecidos. Os “verdadeiros” alquimistas não divulgam seu sucesso, a não ser por pseudônimo, por receio de serem torturados para revelar o segredo. Durante a Idade Média muitos alquimistas foram julgados pela Inquisição, e condenados à fogueira por alegado pacto com o diabo. Por isto, até os dias de hoje o enxofre, material usado pelos alquimistas, é associado ao demônio.

É reconhecido que, apesar de não ter caráter científico, a Alquimia medieval, foi uma fase importante na qual se desenvolveram muitos dos procedimentos e conhecimentos que mais tarde foram utilizados pela Química. Diversas novas substâncias foram descobertas pelos alquimistas. Sua obsessão pela transmutação levou ao desenvolvimento da mineração e da metalurgia, e essas artes, originalmente sagradas, desencadearam uma revolução científica e tecnológica que não apenas alterou o nosso modo de viver e de pensar como modificou todo o rumo tomado pela evolução.

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O Elixir Vermelho enquanto pequeno Rei na retorta

Com o florescimento do conhecimento científico, constatou-se que a transmutação alquímica, conforme defendida pelos alquimistas, é impossível. Sabe-se que a transmutação implica na alteração dos núcleos atômicos e estes se encontram fortemente unidos, e a energia envolvidas nas reações químicas são insuficientes para rompê-los ou alterá-los. Ironia do destino, o desejo dos alquimistas de transmutar os metais tornou-se realidade nos nossos dias com a fissão e a fusão nuclear… Mas esse é um ouro caro! E fabricamos não só ouro, mas diamantes de alta qualidade!

No entanto, os alquimistas tradicionais, “metálicos”, continuam a existir e agora apresentam os seus trabalhos na Web, em sites, forums e blogs, incluindo fotografias das substâncias necessárias ou que vão obtendo, ou dos seus equipamentos, bem como os seus próprios comentários à obra de outros autores, clássicos e contemporâneos.

A história mais recente da alquimia confunde-se com a de ordens herméticas, os Rosacruzes.

Hoje em dia a alquimia está voltando a se evidenciar o dia-a-dia das pessoas com best-sellers como Harry Potter, O Alquimista e O Código da Vinci.

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