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O TRIÂNGULO DAS BERMUDAS – Parte 1!

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INTRODUÇÃO

O Triângulo das Bermudas ou o Triângulo maldito (na verdade um trapézio) está delimitado por um triângulo imaginário cujos vértices estão situados nas Bermudas, em Porto Rico e numa zona do Golfo do México, a oeste da Flórida, uma área de 3.900.000 quilômetros quadrados no Oceano Atlântico. Esta região tem um estigma de ser acometida por vários tipos de acontecimentos. Através dos anos centenas de barcos e aviões desapareceram nesta área do Oceano Atlântico, que se destaca pela forte presença ufológica. A área pode ter recebido esse nome por causa de sua extremidade que fica próxima à Bermuda, que já foi conhecida como a “Ilha dos Demônios”. Nas redondezas desse país, há recifes traiçoeiros que encalham barcos que navegam nas proximidades.

Em quase todos os relatos de mistério que cercam o Triângulo das Bermudas, você vai ouvir algum tipo de menção ao fato de que ele é um dos dois lugares da Terra (o outro é o Mar do Diabo, na costa do Japão) em que os ponteiros da bússola apontam para o Norte real em vez do Norte magnético. E há teorias que dizem que este é o motivo das bússolas não funcionarem e aviões e navios saírem de seus rumos nesses lugares. Defeitos nos instrumentos são comuns na superfície marítima do Triângulo. Pilotos de pequenas e grandes embarcações, assim como os de aeronaves comerciais falam de freqüentes mudanças de navegação por bússolas desorientadas, a ponto de isto ter se tornado uma piada entre profissionais.

De 1800 a 1976 foram computadas pesadas perdas de aviões e navios na área e que não deixam rastros ou sobreviventes: 143 sumiram sem deixar traços de óleo, destroços ou corpos flutuando. Alguns traçam o mistério até Colombo. Alguns relatórios dizem que até 100 navios e aviões desapareceram na área, com mais de mil vidas perdidas. A guarda costeira dos EUA, no entanto, alega que a área não tem um número incomum de incidentes.

Barcos eram encontrados abandonados pela tripulação, com a sua carga intacta e por vezes com a comida ainda quente nas mesas, e algumas vezes com a exclusiva presença de um animal de estimação: um gato, um cachorro, um pássaro.

Aviões também desapareciam misteriosamente sem deixar rasto e por vezes poucos minutos depois de terem estabelecido contacto informando que tudo estava bem. Em terra, estranhos fenômenos aconteciam.

A expressão “Triângulo das Bermudas” foi inventada por Vincent H. Gaddis, escritor e investigador que se especializou nos fenômenos inexplicados, misterioso e insólitos, para demarcar uma zona onde estranhos acontecimentos têm acontecido. Ele é autor de numerosos livros, entre os quais Invisible Horizons, publicado nos Estados Unidos em 1965. Nessa obra, o autor consagra um capítulo inteiro ao Triângulo das Bermudas, empregando assim, pela segunda vez, uma expressão forjada por ele em 1964 para um artigo com o nome de “O letal Triângulo das Bermudas”, publicado na revista Argosy, onde listava vários desaparecimentos na área, sugerindo que havia algo de sobrenatural por lá. Estava criada a lenda…. Mas foi depois da publicação do livro O Triângulo das Bermudas de Charles Bertlitz (1974) que os eventos foram conhecidos através da imprensa de uma forma mais abrangente.

Em 1975, Mary Margaret Fuller, editora da revista “Fate“, entrou em contato com a Lloyd, de Londres, para saber as estatísticas de pagamentos de seguros por incidentes que haviam ocorrido dentro dos limites do Triângulo. Ela descobriu que, de acordo com os registros da Lloyd, 428 navios sumiram no mundo todo entre 1955 e 1975, não havendo nenhuma incidência maior de eventos no Triângulo das Bermudas do que no resto do mundo. Gian J. Quasar, autor de “Into the Bermuda Triangle: pursuing the truth behind the world’s greates mystery” (Dentro do Triângulo das Bermudas: em busca da verdade por trás do maior mistério do mundo) e diretor do Bermuda-triangle.org, alega que esse relatório “é completamente falso”. Ele diz que devido ao fato da Lloyd não segurar veículos pequenos como iates e normalmente não oferecer seguros para pequenos barcos alugados ou aviões particulares, seus registros não podem ser levados totalmente em consideração. Além disso, ele também diz que os registros da guarda costeira, publicados anualmente, não incluem “navios desaparecidos”. Ele solicitou os dados sobre “veículos marítimos que não retornaram” e recebeu (após 12 anos solicitando) registros de 300 barcos desaparecidos/atrasados nos dois anos anteriores. E não se sabe se estes embarcações acabaram retornando. Sua página na internet possui a lista destas embarcações (em inglês).

O mistério do Triângulo provavelmente começou com o primeiro desaparecimento a tomar um bom espaço na mídia, em 1945, quando cinco aviões Avengers da marinha norte-americana desapareceram na área. Embora o motivo do desaparecimento originalmente tenha sido definido como “erro do piloto”, os familiares do piloto que liderava a missão não aceitaram que ele havia cometido aquele tipo de erro e acabaram convencendo a marinha a mudar o veredicto para “causas ou razões desconhecidas”.

Avenger

Um dos desaparecimentos mais famosos aconteceu em 5 de dezembro de 1945,
quando o Vôo 19 – cinco aviões de bombardeiro da marinha Avanger.

Conforme mais incidentes iam ocorrendo, a reputação do lugar aumentava e eventos antigos eram analisados novamente e somados à lenda.

Existem mais onze regiões no mundo, todas situadas a igual distância umas das outras, onde a gravitação e o magnetismo fazem das suas, alterando o espaço e o tempo: entre Marrocos e Algéria, Planalo do Irã, Pacífico Norte, Polo Norte e o Mar do Diabo (Japão-Filipinas); ao sul temos Ilhas Caledônias, no mar Índico temos a região entre Madagascar e Moçambique, Ilhas Tubudi no Pacífico Sul, Ilha de Páscoa e a nossa ensolarada Cabo Frio… O segundo mais famoso sendo o chamado de mar do Diabo, no Japão (agora conhecido como Triângulo do Diabo).

Vilevortices

Alguns oficiais e comandantes afirmam que sentem uma sensação de estranheza e que a visão do mar os engana, os fazendo crer que não há terra sob a nave, ou que o aspecto do oceano muda de cor, ou que não distinguem o horizonte, ou seja, não observam a habitual linha divisória entre o mar e o céu, mas sim um nevoeiro esbranquiçado ou mesmo verde.


Sobre esse estranho nevoeiro há o relato de Rob MacGregor e Bruce Gernon, autores de “The Fog: A Never Before Published Theory of the Bermuda Triangle Phenomenon” (A Neblina: uma teoria jamais publicada sobre o fenômeno do Triângulo das Bermudas), que traz relatos de uma “neblina eletrônica” que ambos viram ao voar sobre o Triângulo. Em 4 de dezembro de 1970, Gernon e seu pai voavam para Bimini em um céu claro quando viram uma nuvem estranha com extremidades quase que perfeitamente arredondadas pairando sobre a costa da Flórida. E conforme voaram sobre ela, a nuvem começou a se espalhar, igualando ou até ultrapassando a velocidade deles. A 3.505 metros de altura, acharam que haviam escapado da “nuvem”, mas acabaram descobrindo que ela havia formado um túnel, e a única possibilidade de fuga parecia ser passar por esse túnel. E quando estavam lá dentro, viram linhas nas paredes que giravam no sentido anti-horário, os instrumentos de navegação ficaram descontrolados e a bússola também passou a girar no sentido anti-horário. Gernon disse que havia “percebido a ocorrência de algo muito estranho. Em vez do céu azul e limpo que esperávamos no final do túnel, tudo parecia branco-acinzentado. Além disso, a visibilidade parecia ser de 3 quilômetros, mas não havia absolutamente nada para ver. Não havia oceano, horizonte ou mesmo céu, somente um nevoeiro cinza“, disse ele.

DeslocadoTempo

Quando Gernon entrou em contato com o controle de tráfego aéreo de Miami para obter uma identificação de radar, o controlador disse não haver aviões aparecendo no radar entre as regiões de Miami, Bimini e Andros. Após vários minutos, Gernon ouviu o controlador dizer que um avião havia acabado de aparecer diretamente sobre Miami. Gernon não achou que poderia estar sobre Miami Beach, já que o tempo normal de viagem é de 75 minutos para chegar até lá e só tinham passado 47 minutos desde o início do incidente. Mas nesse mesmo momento, o túnel de névoa começou a se desfazer no que ele descreveu como tiras de neblina. E mais, os instrumentos começaram a operar normalmente e viram Miami Beach logo abaixo deles. E foi essa passagem de tempo, confirmada por seus relógios e pelo relógio do avião, que levou Gernon a acreditar que a neblina eletrônica possuía características que propiciavam relativas viagens no tempo.

O interessante é que Gernon passou por essa experiência mais uma vez enquanto voava com sua mulher e, muitos outros pilotos também tiveram experiências semelhantes ao sobrevoar a área. De acordo com Gernon, um cientista suíço descobriu que o magnetismo é mais fraco no triângulo do que em qualquer outro lugar da Terra, uma possível explicação para essa neblina ocorrer mais lá do que em qualquer outro lugar.

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  1. Silva
    16/06/2010 às 2:19 pm

    Olá amigo, vim aqui para deixa o link onde estão todas as obras do Cientista Herbert Alexandre Galdino Pereira da área de Eletromagnetismo Aplicado e Aviónica. Ele é autor da Teoria do Triângulo das Bermudas, Teoria dos Celulares e Eletricidade Estática, e Orientação aos Aviadores Brasileiros ao voarem a Serra do Cachimbo, em Mato Grosso, pois existe campo Magnético na área do Brasil. Entre outras obras.
    Deixo o Link aqui em baixo para Leitura e Downloads das Obras deles.

    http://www.scribd.com/people/documents/13555060-fuma-a

    Um abraço.

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